Transgênicos

Cientistas americanos criam o primeiro macaco transgênico
Cientistas da Universidade Oregon Health Sciences, em Portland, Estados Unidos, anunciaram a criação do primeiro macaco transgênico. Espelhados nas técnicas de criação de ratos de laboratório concebidos sob medida para experimentos científicos, os pesquisadores acreditam que o feito pode gerar macacos ideais para acelerar o surgimento de novos tratamentos para doenças até aqui incuráveis como o mal de Parkinson, a diabetes e o câncer de mama.
“Estamos interessados apenas num modelo animal que nos ajude a compreender melhor as doenças humanas, acelere o desenvolvimento de novas drogas e valide tratamentos terapêuticos. Não temos nenhuma intenção de aplicar esta técnica em seres humanos”, declarou Anthony Chan, um dos pais do estudo, ao jornal Folha de S. Paulo.
O primeiro macaco transgênico é da espécie reso, originada na Índia, e foi batizado de ANDi, a sigla para “inserted DNA” invertida. Ele nasceu no último dia 2 de outubro mas os pesquisadores não divulgaram o experimento antes para ter certeza de que ele foi bem sucedido e que o animal sobreviveria. A íntegra do estudo está presente na edição desta

Grupo: Fabine Fernandes, Larissa Magalhães, Yasmin Santos, Vívian Cordeiro, João Pedro Coutinho.

semana da revista de divulgação científica Science.
O experimento dos cientistas americanos foi incluir um gene extra em óvulos não fertilizados. Mais de duzentos óvulos foram modificados e fertilizados. Destes, os pesquisadores escolheram 40 e os implantaram em mães de aluguel, o que produziu cinco gestações. Ao final, dois gêmeos foram abortados e três nasceram com saúde. Depois da análise de células da face, dos pêlos, da urina e da placenta, os cientistas encontraram o gene extra apenas em ANDi.
O gene inserido no DNA de ANDi é apenas um marcador. Trata-se de um gene extraído de uma água-viva, responsável pela produção da proteína conhecida como GFP, presente em vários organismos que vivem no fundo do mar e cuja propriedade é brilhar quando exposta à luz ultravioleta. O gene não tem função alguma para o macaco senão indicar a viabilidade da experiência. “ANDi é um filhote forte e brinca naturalmente junto com os outros dois macacos nascidos do estudo”, afirma Gerald Schatten, outro membro da equipe criadora da pesquisa.
O curioso é que apenas os dois macacos abortados produziram a proteína e ficaram com unhas e pêlos verdes no escuro. Em ANDi, a presença do gene foi identificada por outros testes, mas a proteína GFP ainda não foi produzida. Os cientistas suspeitam que isso é natural pois ANDi ainda é muito novo e a proteína só deve surgir em seu organismo quando ele tiver mais de um ano.
Ainda resta aos cientistas esperar que ANDi realmente produza a proteína e que seu esperma contenha o gene extra, o que significa que ele passará a nova característica para gerações futuras. Assim, os cientistas poderão de fato gerar colônias de macacos de laboratório para as pesquisas biomédicas.
“Poderemos introduzir, por exemplo, um gene associado ao mal de Alzheimer para acelerar estudos sobre uma vacina para a doença. Esperamos acabar com o lapso causado pela distância existente entre experimentos feitos com ratos transgênicos e a real eficácia deles em seres humanos”, diz Schatten.

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3 October
6:55pm


1 year ago
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Transgênicos

Criado leite de vaca transgênico, mais similar ao humano
Introdução de gene humano em vaca cria leite mais nutritivo e de fácil digestão

Cientistas da Universidade de Agricultura da China criaram vacas geneticamente modificadas capazes de produzir leite semelhante ao leite materno humano. O feito, conseguido através da introdução de genes humanos em um grupo de 300 vacas leiteiras, foi comemorado como alternativa ao leite de vaca normal e às fórmulas lácteas, considerados pouco satisfatórios na amamentação humana.

De acordo com o professor Ning Li, responsável pela pesquisa, “o leite de vaca modificado é um possível substituto ao leite materno”, já que contém os mesmos nutrientes que reforçam o sistema imunológico e reduzem o risco de infecções em recém-nascidos.

Conforme reportagem publicada neste sábado pelo jornal britânico Daily Telegraph, a pesquisa ressalta também que o leite “humanizado” é mais facilmente absorvido pelo organismo humano, sem os problemas de digestão e absorção do leite de vaca normal.

Apesar de prováveis críticas dos grupos que condenam a manipulação genética de animais para obtenção de produtos para consumo humano, acredita-se que derivados desse leite geneticamente modificado cheguem em até uma década aos supermercados chineses.

“O objetivo é comercializar nossos avanços científicos nos próximos três anos. Esperamos que, dentro de aproximadamente dez anos, possamos colocar nosso leite melhorado à disposição dos consumidores”, explica Li. Atualmente, a China é um dos líderes mundiais nas pesquisas com alimentos geneticamente modificados. No que diz respeito a pesquisas tecnológicas e genéticas, a regulamentação chinesa é menos rígida que a europeia e a americana.

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11 September
7:39pm


1 year ago
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Transgênicos

Bahia solta mosquito da dengue modificado para combater a doença
Ciência estimula sexo entre mosquitos que geram filhotes que não espalham dengue


Pelas ruas de terra do bairro de Itaberaba, em Juazeiro (BA), um carro com dois pesquisadores para a cada cem metros. Um deles desce e destampa um pote de onde saem cerca de 500 mosquitos Aedes aegypti, o transmissor da dengue. A cena se repete há três semanas e, até julho, a expectativa é de que sejam liberados 33 mil machos por semana. Depois, a ação subirá para 50 mil a 100 mil mosquitos por semana.
A “pulverização” de mosquitos foi repetida 22 vezes na tarde de quinta-feira retrasada. O ritual faz parte de um projeto científico que causa expectativa na administração pública da saúde. O coordenador do projeto, Danilo Carvalho diz que, “se der o resultado esperado, podemos reduzir de maneira expressiva os números da dengue”.
O diretor do Complexo Industrial e Inovação em Saúde do Ministério da Saúde, Zichy Moyses, diz que “não há dúvida de que o projeto é promissor”.
A chave dessas esperanças está no mosquito solto no ambiente: é uma espécie transgênica que produz filhotes que morrem antes de chegar à vida adulta, quando podem transmitir a dengue. Na prática, a ciência patrocina o sexo entre mosquitos que geram filhotes incapazes de espalhar a doença. O ideal é que haja dez machos transgênicos para cada macho selvagem.
A estratégia é semelhante à usada em outras parte do país para combater a drosófila, a mosca da fruta: machos estéreis são liberados para disputar com a espécie selvagem a oportunidade de cruzar. Para o macho de laboratório ficar estéril, ele é exposto a radiação - o que não se consegue com o Aedes aegypti.
Desenvolvido na Universidade de Oxford, o mosquito transgênico carrega material genético da drosófila. Em laboratório, são alimentados com ração de peixe e, para fêmeas adultas, sangue. Na fase de ovos, todos recebem tetraciclina, o que permite completar o ciclo de vida - o que não ocorre no ambiente.
As fêmeas, as únicas que picam os humanos e transmitem o vírus da dengue, ficam em laboratório para novos cruzamentos. Para que não haja risco de serem liberadas, são adotadas duas medidas de segurança. A primeira separação ocorre num túnel escorregador em forma de funil. Como as fêmeas são maiores, não ultrapassam uma certa faixa da descida.
Há outro processo de separação, desenvolvido pela Oxitec, empresa incubadora da Universidade de Oxford, diz Andrew McKeney, técnico da Oxitec que está no Brasil para acompanhar a pesquisa.
– Depois, é feito um controle de qualidade com lupas e microscópio.
Cinco bairros
Liberado pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança em dezembro, o trabalho em campo teve início em fevereiro. Na primeira etapa, foram feitos lançamentos menores, para avaliar o comportamento do mosquito de laboratório no ambiente. Foram checadas a distância que o mosquito era capaz de percorrer e sua capacidade de sobrevivência.
A experiência ocorrerá por 18 meses em cinco bairros de Juazeiro. A escolha do local foi facilitada pela proximidade com a Biofábrica Moscamed, entidade ligada ao Ministério da Agricultura que já produzia moscas estéreis.

Fonte: R7

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5 September
7:18pm


1 year ago
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Transgênicos

Coreia do Sul anuncia ter criado cão modificado geneticamente que brilha
Beagle Tagon fica fluorescente sob luz ultravioleta, segundo pesquisadores.
Pesquisa pode ajudar a descobrir cura de doenças em humanos.


Cientistas da Coreia do Sul afirmaram na quarta-feira (27) que criaram um cão que brilha, usando uma técnica de clonagem que pode ajudar a curar doenças em humanos, como os males de Alzheimer e Parkinson. A informação é da agência Yonhap.

Uma equipe da Universidade Nacional de Seul disse que a beagle fêmea, batizada de Tegon e nascida em 2009, fica com um brilho verde fluorescente sob luz ultravioleta, quando toma um certo tipo de antibiótico, a doxiciclina



Dois anos de testes foram feitos. A habilidade de brilhar pode ser “ligada e desligada”, adicionando-se ou não a droga à comida da cadela.

“A criação de Tegon abre novos horizontes, uma vez que o gene injetado para fazer a cadela brilhar pode ser substituído por genes que causam doenças graves em humanos”, disse Lee Byeong-chun, o pesquisador-chefe, segundo a agência.

Ele disse que o cão foi criado usando tecnologia de tranferência de material nuclear de células que a universidade usou para fazer o primeiro cão clonado do mundo, Snuppy, em 2005.



Segundo ele, como há 268 doenças em comum entre humanos e cães, criar cães que mostram esses sintomas artificialmente pode ajudar a criar tratamentos para doenças que afligem os humanos.

A pesquisa tomou quatro anos e gastou US$ 3 milhões, segundo a Yonhap. Os resultados saíram na publicação internacional ‘Genesis’.

Fontes: g1

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29 August
8:14pm


1 year ago
2 notes/REBLOG

Transgênicos

Bicho-da-seda transgênico produz teia de aranha
Material pode ser usado para reparar tendões ou ligamentos rompidos


Cientistas americanos conseguiram modificar geneticamente bichos-da-seda para fazê-los produzir teia de aranha, um material conhecido por sua resistência e elasticidade excepcionais.
A técnica abre um caminho para a produção industrial da fibra, até agora restrita a laboratórios e em quantidades muito pequenas.
Malcolm Fraser, professor de biologia da Universidade de Notre Dame, no Estado de Indiana, Estados Unidos, e inventor de uma técnica de engenharia genética que permitiu esse avanço, acha que a novidade é promissora.
- A pesquisa representa um passo importante no desenvolvimento de fibras de seda [de qualidade] superior para aplicações médicas e não médicas.
O cientista trabalhou em colaboração com a empresa de biotecnologia Kraig Biocraft e com Randy Lewis, bioquímico da Universidade de Wyoming que atualmente é um dos principais especialistas do mundo em bichos-da-seda.
- Poder produzir fibras de seda com propriedades das teias de aranha é um dos objetivos-chave da ciência de materiais.
O fio natural que forma a teia de aranha tem propriedades físicas excepcionais, entre elas elasticidade e força de tração maiores que a fibra de seda natural.
A teia de aranha “artificial”, produzida pelos bichos-da-seda transgênicos, tem as mesmas propriedades que as feitas pelas aranhas, segundo o cientista.
Entre as aplicações biomédicas, os autores da pesquisa mencionaram fios de sutura mais finos ou fibras para substituir ou reparar tendões e ligamentos rompidos.
As fibras também poderiam ser utilizadas na fabricação de tecidos mais resistentes e leves, entre outras aplicações industriais possíveis.

Fontes: R7

Grupo: Fabine Fernandes, Larissa Magalhães, Yasmin Santos, Vívian Cordeiro, João Pedro Coutinho.


22 August
7:11pm


1 year ago
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